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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012






THE SAN PAULO COFFEE ESTATES Co.
ex - Estrada de Ferro São Clemente



Correspondência enviada ao Delegado de Policia de São
Simão comunicando o delegado Dr. Lopes de Oliveira,
sobre roubo de animais... !!!



Correspondência de 17/07/1936


Arquivo: José R. França

Jatahy - (hoje Luis Antônio - sp)



Ribeirão Preto - sp



quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

ESTRADA DE FERRO SANTOS DUMONT








ESTRADA DE FERRO SANTOS DUMONT





Henrique Santos Dumont pretendendo seguir os passos do pai Dr. Henrique Dumont, comprava em 1894 da Industrial Melhoramentos do Brasil, com sede no Rio de Janeiro a Fazenda Santa Constância por 146 contos de réis, aqui no município de São Simão e na escritura de propriedade mudou-se de nome de Santa Constância para Fazenda London (hoje Usina Amália), com a intenção de construir uma estrada de ferro para o transporte de café, pouco depois a rebatizou de Fazenda Amália em homenagem a sua esposa que se chamava “AMÁLIA Ferreira de Camargo Dumont”. Em 1898 iniciou-se a construção da ferrovia em bitola de 1 metro, que pretendia ligar a Fazenda Amália até a Estação de Glória, no km 236 da linha tronco da Cia Mogiana, (Santa Rosa ainda pertencia ao município de São Simão). 

Em fevereiro de 1898 comprou do fazendeiro Manoel Vieira Alves Palma, em Cajuru dois alqueires de terra para construir ali sua estação da via férrea que pretendia levar de sua fazenda até a cidade de Cajuru, (na verdade o seu objetivo era levar essa linha até São Simão), havia um privilégio concedido ao Dr. Jorge Fairbanks para construção da ferrovia, a Companhia Viação Férrea de São Simão, essa construção foi embargada em juízo do dia 16 de março de 1898, dizendo que: “Henrique Santos Dumont iniciou a construção de uma linha férrea partindo da projetada estação de Glória destina ao Rio Pardo passando na fazenda dele”.

Em vista dessa ação Henrique Santos Dumont entrou em negociações, e a 27 de março de 1898 conseguiu a transferência do privilégio para a construção de uma ferrovia que partindo da estação de Glória ia ter até a sua fazenda Amália para seu uso próprio, o seu projeto inicial mesmo era ligar São Simão à Fazenda Amália, mas Henrique Santos Dumont julgou melhor encurtar o trajeto, e combinou com a Mogiana o entroncamento na estação de Glória, para fins de cobrar impostos em dezembro de 1898 pela Lei Municipal nº 82 taxava o ramal de Henrique Santos Dumont no valor de 1:500$000 contos de réis.


Em 1907 a Cia Mogiana mudava o nome da estação de Glória, para estação “Santos Dumont” em homenagem ao Pai da Aviação Alberto Santos Dumont, irmão de Henrique Santos Dumont. Em 15 de dezembro de 1909 a Cia Mogiana comprava a estrada de ferro que ligava a Estação de Santos Dumont, no km 236 de sua linha tronco até a Estação Rio Pardo na Fazenda Amália num total de 26,500 km pela importância de 625:000$000 contos de réis, e posteriormente esta ferrovia foi extendida até Cajuru pela Cia Mogiana que teve uma duração de 50 anos até seu fechamento.


Com a venda desta ferrovia Henrique Santos Dumont, salvou de uma hipoteca de um Banco da Bélgica no valor de 12.000 libras esterlinas, que ficou transferido para a Cia Mogiana a pagar conforme entendimentos deles (Henrique – Banco – Mogiana), Em 1911 Henrique Santos Dumont requeria privilégio para construir uma linha férrea de bitola de 1 metro, que partindo daquela estrada de ferro as margens dos Rios Aguas Claras e Quebra-Cuia viesse até São Simão, a Cia Mogiana protestou, mas a Câmara em seção de 7/03/1911 concedeu o privilégio dizendo que não prejudicasse direitos de terceiros, e nem atravessasse a linha da Cia Mogiana, esse privilégio caducou em dois anos. Tempos depois a Cia Mogiana extinguiu o trecho entre Cajuru e Amália, e o trecho entre Amália e Cia Mogiana, ficou para uso exclusivo da Fazenda Amália.



Casal: Amália e Henrique

Foto?   Desconhecido o autor




A postagem  de hoje 26/01/2012 faz coincidir com a data de aniversário
de casamento de Amália Ferreira de Camargo com Henrique
Santos Dumont  (123 anos)


Ribeirão Preto - sp


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

ESTRADA DE FERRO SAN PAULO COFFEE (Est. Ferro São Clemente)






ESTRADA DE FERRO SAN PAULO COFFEE
(ESTRADA DE FERRO SÃO CLEMENTE)




No dia 05 de dezembro de 1893 o Conde de São Clemente, residente no Rio de Janeiro em Nova Friburgo, comprava da Empresa Industrial Melhoramentos do Brasil, com sede também no Rio de Janeiro, as fazendas Santa Olympia, Canaã, Posses, e outras, formando uma grande área de terras. Nestas terras predominavam a cultura do café e outros produtos agrícolas. Para o transporte do café que era em grande quantidade, a pedido do Conde foi construída pelo Senador Souza Dantas (Conselheiro do Império, e genro do Conde) uma estrada de ferro em bitola de 0,60 cm, era o Senador que dirigia essas fazendas no ano de 1896. Essa ferrovia ligava o grupo de fazendas à estação de Serra Azul da Estrada de Ferro Mogiana. A ferrovia tinha o nome do dono Estrada de Ferro São Clemente, esta estrada tinha 3 locomotivas, 12 vagões, e 4 carros de passageiros.   


Conde de São Clemente


Em 3 de agosto de 1897 o Conde de São Clemente, vendia esse conjunto de fazendas, juntamente com a estrada de ferro, pela quantia de 270.000 libras esterlinas (no cambio da época correspondia a oito mil contos de réis), para um grupo inglês, The San Paulo Coffee Estates Co. A estradinha que tinha mais ou menos uma extensão de 23 quilometros, e passou a chamar-se Estrada de Ferro San Paulo Coffee seu ponto inicial era na fazenda Canaã perto de Jatahy (hoje Luiz Antônio) e ia até a Mogiana com entroncamento na estação de Serra Azul (CM).

Com a chegada da Estrada de Ferro São Paulo e Minas, na localidade de Serra Azul a Mogiana resolveu mudar o nome de sua estação de Serra Azul para Canaã para evitar confusão de nome, essa mudança de nome aconteceu no dia 1 de fevereiro de 1902. Devido ao entroncamento na estação de Canaã da Mogiana havia ali em 1905 uma pequena Agencia do Correio e várias casas de comércio. 


Em 1939 a The San Paulo Coffee Estates Co, vendia a ferrovia para Cia Brasil Rural S/A, que, pouco tempo depois retalhou esse conjunto de bens vendendo a diversas pessoas interessadas, e com isso a estrada de ferro foi demolida, e vendido os trilhos e os materiais rodante, as locomotivas como ferro velho, desaparecendo por vez essa estrada de ferro.



Senador Souza Dantas


Para o visitante do blog ter uma ideia onde era essa ferrovia, toma-se por base o Pedágio de São Simão na Via Anhanguera, a ferrovia passava exatamente ali passando no Pedágio sentido interior capital, do lado direito ficava as fazendas Santa Olimpya, Posses, Canaã, e Jatahy e outras, do lado esquerdo Canaã da Cia Mogiana e Serra Azul. Em 1958 quando eu conheci pessoalmente a fazenda Santa Olimpya ela era de propriedade do Sr. Joaquim Procópio de Araujo Carvalho, conhecido popularmente em São Simão como “Zotinha”.



Ribeirão Preto - sp



terça-feira, 17 de janeiro de 2012





DECRETO N° 52.128 DE 2 DE JULHO DE 1969
Governo do Estado




Argumento que o Governo do Estado de São Paulo,
achou para fechar o ramal  da São Paulo e Minas
de Bento Quirino a Ipaúna.!!!




Arquivo José R. França



O Governador: Roberto Costa de Abreu Sodré



Ribeirão Preto - sp



sábado, 14 de janeiro de 2012





LOCOMOTIVAS HENSCHEL CASSEL


Locomotivas fabricadas pela henschel Cassel
fabricadas nas décadas de 10 e 20.!!!







Locomotivas fabricadas por encomendas, a primeira para a Central, 
a segunda para a São Paulo Minas, e a terceira para os
Matarazzo. !!!   (zero km).


Fotos do Aquivo JRF.



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

SINISTRO EM IGARAPAVA – SP




SINISTRO EM IGARAPAVA – SP



Colisão de trens em Igarapava – SP
Data:  26/03/1989, por volta das 15:00h (domingo de Páscoa)
e estava chovendo e com um pouco de sol fraco



Os Fatos:-  Composição Trem 1, carregados com vagões tanques
Composição Trem 2, carregados com vagões tanques e vagões fechados
O trem 1 procedente de Ribeirão Preto com destino a Uberaba – MG
O trem 2 procedente de Uberaba -  MG com destino a Ribeirão Preto
Conforme determinação do Centro de Controle Operacional era que,
o cruzamento dos dois trens seria na Estação de Igarapava, para a
troca de tripulação, a tripulação do trem 1 voltava para Ribeirão Preto
com o trem 2, a tripulação do trem 2 voltava para Uberaba com o trem1
O trem 2 chegou primeiro no local determinado aguardando o trem 1, o
trem 1 um pouco pesado estava atrasado em 1 hora.
O trem 2 estava estacionado na linha reta da estação e a tripulação
já havia descido e aguardava na plataforma da estação enquanto o
portador estava na chave para posicionar o trem 1 no desvio,aconteceu
que o trem 1 desenvolvia alta velocidade (60km p/hora), o portador vendo
a situação do trem 1 que não reduzia a velocidade, e ao perceber que a
tripulação estava adormecida no comando da locomotiva, sentiu-se mal
e não dando mais tempo para efetuar a mudança de via ficando os dois
ma mesma linha vindo a colidir, a tripulação do trem 1  maquinista Sr.
Benedito Barqueiro, aposentado e contratado novamente, e o ajudante
Sr. Manoel (Manezinho) foram mortos no local. Neste acidente deram
perca de cinco locomotivas sendo 3 GM-G12 e 2 GE-U20C.
Por conclusão da perícia julgaram culpados do acidente a tripulação do
trem 1, portanto não houve indenização para a família dos mortos por
serem considerados culpados. “lamentável”...!!!









Fotos de José R. França:   26/03/1989



Arquivo de: José Roberto França



Ribeirão Preto - sp (Brazil)


sábado, 7 de janeiro de 2012




LOCOMOTIVA A VAPOR CLASSE  2-8-8-8-4


Vendo a foto abaixo pode-se imaginar o tamanho
desta locomotiva, um triplex. !!!



foto de Abril de 1998


A imagem é de uma revista sobre ferrovias do 
Canadá, e não tem mais detalhes sobre a
ferrovia que ela pertence, é para trafegar
em linhas retas de grande distância, há
dificuldades em curvas. !!!


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012




TREM DE PASSAGEIROS PM-1


Foto: José R.França - 12/11/1976



Trem de passageiros da Fepasa passando por
Bento Quirino, no sentido Capital - Interior
a locomotiva uma GM-G12 na 1ª côr da
fepasa azul com a faixa bege. !!!


Arquivo: José R.França                                     Ribeirão Preto - sp (Brazil)


terça-feira, 3 de janeiro de 2012




MANOEL QUERIDO


Nasceu no dia 11/10/1885 em Figueira da Foz no
velho Portugal, veio para o Brasil como imigrante
para trabalhar na São Paulo e Minas...!!!



Manoel Querido


Tio de minha mãe, entrou na São Paulo e Minas no
dia 26/12/1925, para trabalhar como feitor na
turma 8, deixou para tráz sua esposa e duas
filhas, que nunca mais as vui, faleceu no Hospital
da Beneficência Portuguesa aqui em Ribeirão Preto
no dia 03/03/1934 e foi sepultado no mesmo dia
na cidade de Altinópolis - sp. !!!



Arquivo: José R.França                                                Ribeirão Preto - sp (Brazil)