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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

ESTRADA DE FERRO SANTOS DUMONT








ESTRADA DE FERRO SANTOS DUMONT





Henrique Santos Dumont pretendendo seguir os passos do pai Dr. Henrique Dumont, comprava em 1894 da Industrial Melhoramentos do Brasil, com sede no Rio de Janeiro a Fazenda Santa Constância por 146 contos de réis, aqui no município de São Simão e na escritura de propriedade mudou-se de nome de Santa Constância para Fazenda London (hoje Usina Amália), com a intenção de construir uma estrada de ferro para o transporte de café, pouco depois a rebatizou de Fazenda Amália em homenagem a sua esposa que se chamava “AMÁLIA Ferreira de Camargo Dumont”. Em 1898 iniciou-se a construção da ferrovia em bitola de 1 metro, que pretendia ligar a Fazenda Amália até a Estação de Glória, no km 236 da linha tronco da Cia Mogiana, (Santa Rosa ainda pertencia ao município de São Simão). 

Em fevereiro de 1898 comprou do fazendeiro Manoel Vieira Alves Palma, em Cajuru dois alqueires de terra para construir ali sua estação da via férrea que pretendia levar de sua fazenda até a cidade de Cajuru, (na verdade o seu objetivo era levar essa linha até São Simão), havia um privilégio concedido ao Dr. Jorge Fairbanks para construção da ferrovia, a Companhia Viação Férrea de São Simão, essa construção foi embargada em juízo do dia 16 de março de 1898, dizendo que: “Henrique Santos Dumont iniciou a construção de uma linha férrea partindo da projetada estação de Glória destina ao Rio Pardo passando na fazenda dele”.

Em vista dessa ação Henrique Santos Dumont entrou em negociações, e a 27 de março de 1898 conseguiu a transferência do privilégio para a construção de uma ferrovia que partindo da estação de Glória ia ter até a sua fazenda Amália para seu uso próprio, o seu projeto inicial mesmo era ligar São Simão à Fazenda Amália, mas Henrique Santos Dumont julgou melhor encurtar o trajeto, e combinou com a Mogiana o entroncamento na estação de Glória, para fins de cobrar impostos em dezembro de 1898 pela Lei Municipal nº 82 taxava o ramal de Henrique Santos Dumont no valor de 1:500$000 contos de réis.


Em 1907 a Cia Mogiana mudava o nome da estação de Glória, para estação “Santos Dumont” em homenagem ao Pai da Aviação Alberto Santos Dumont, irmão de Henrique Santos Dumont. Em 15 de dezembro de 1909 a Cia Mogiana comprava a estrada de ferro que ligava a Estação de Santos Dumont, no km 236 de sua linha tronco até a Estação Rio Pardo na Fazenda Amália num total de 26,500 km pela importância de 625:000$000 contos de réis, e posteriormente esta ferrovia foi extendida até Cajuru pela Cia Mogiana que teve uma duração de 50 anos até seu fechamento.


Com a venda desta ferrovia Henrique Santos Dumont, salvou de uma hipoteca de um Banco da Bélgica no valor de 12.000 libras esterlinas, que ficou transferido para a Cia Mogiana a pagar conforme entendimentos deles (Henrique – Banco – Mogiana), Em 1911 Henrique Santos Dumont requeria privilégio para construir uma linha férrea de bitola de 1 metro, que partindo daquela estrada de ferro as margens dos Rios Aguas Claras e Quebra-Cuia viesse até São Simão, a Cia Mogiana protestou, mas a Câmara em seção de 7/03/1911 concedeu o privilégio dizendo que não prejudicasse direitos de terceiros, e nem atravessasse a linha da Cia Mogiana, esse privilégio caducou em dois anos. Tempos depois a Cia Mogiana extinguiu o trecho entre Cajuru e Amália, e o trecho entre Amália e Cia Mogiana, ficou para uso exclusivo da Fazenda Amália.



Casal: Amália e Henrique

Foto?   Desconhecido o autor




A postagem  de hoje 26/01/2012 faz coincidir com a data de aniversário
de casamento de Amália Ferreira de Camargo com Henrique
Santos Dumont  (123 anos)


Ribeirão Preto - sp


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